Colina
Compartilhar

Colina

A colina tem sido classificada como um nutriente, que é sintetizado pelos humanos, porém em quantidades insuficientes para se alcançar a necessidade diária.1 Sendo assim, a reposição diária deste nutriente precisa ser feita, através da alimentação ou suplementos nutricionais. A colina pode ser naturalmente encontrada na gema de ovo, miolo e coração bovinos, verduras, levedura, fígado bovino, germe de trigo e, em pequenas quantidades na lecitina de soja.2

É considerada um emulsificante de gorduras e pertencente à família do complexo B. Age com o inositol, componente do complexo B, para metabolizar as gorduras e o colesterol. É uma das poucas substâncias capazes de penetrar na chamada barreira cérebro-sanguínea, que protege o cérebro das variações na dieta diária, indo diretamente para dentro das células do cérebro para produzir uma substância química que ajuda a memória.1

A colina possui grande importância na regulação de várias atividades neurológicas, como o coordenação motora, movimento e estimulação da contração muscular. Também atua na função de pensamentos, memória e intelectualidade.6

É um nutriente necessário para a estrutura e manutenção de todas as células e é crucial para a sustentabilidade da vida.3 Acredita-se que a colina emulsifica o colesterol para que ele não se fixe nas paredes das artérias ou na vesícula. Além disso, ajuda a controlar a formação de colesterol, auxilia na transmissão de impulsos nervosos, principalmente na formação da memória, contribuindo para solucionar o problema de perda de memória na idade avançada.2 Ainda, a colina é cofator da produção de serotonina, o que estimula a saciedade e bem-estar.4,5

A colina tem sido sugerida para aumentar a performance em atletas, isto porque foram encontradas baixas concentrações plasmáticas de colina em atletas e corredores após eventos esportivos.6

Assim como outras substâncias, por exemplo o ácido fólico, a colina previne o depósito de gordura no fígado, sendo conhecida como lipotrópica (queima a gordura e obtém dela energia adicional).3

Alguns estudos demonstram que a reposição de colina no tratamento da doença de Alzheimer tem indicado uma redução da progressão da doença. Ainda, no transtorno bipolar, a suplementação de colina como coadjuvante no tratamento, tem parecido eficaz na diminuição dos sintomas de ansiedade.1

A deficiência deste nutriente está associada à problemas no fígado, assim como lesões renais, problemas na coordenação motora, e ocorre com maior frequência em mulheres na fase pré-menopáusica (período em que há aumento das necessidades diárias de colina).1

Referências

  1. PASCHOAL, V., MARQUES, N., SANT’ANNA, V. Nutrição Clínica Funcional: Suplementação Nutricional. 1ª edição, São Paulo: VP Editora, 2013, p. 388-395.
  2. MINDELL, E. Vitaminas – Guia Prático das Propriedades e aplicações. Melhoramentos, 1996, p. 61-62.
  3. PDR® for Nutritional Supplements TM. 1rs ed. Medical Economics, 2001 – p. 90-93.
  4. CAMBRAIA, R. P. B.. Aspectos psicobiológicos do comportamento alimentar. Rev. Nutr., v. 17, n. 2, p. 217-225, 2004.
  5. NAVES, A. et al. Regulação Funcional da Obesidade. ConScietiae Saúde, v. 6, n.1, p. 189-199, 2007.
  6. MASON, P. Dietary Supplements. 3ª edição. Pharmaceutical Press, 2007, p. 65-67.